Dica de Livro: Cidade dos Etéreos | O Orfanato da Srta. Peregrine 2

O Orfanato da Srta. Peregrine
Olá galera! Hoje estou trazendo a resenha do segundo livro da coleção "O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares", o Cidade dos Etéreos! Vamos conferir o desenrolar dessa saga que estou amando tanto? Então venham comigo!
Resenha


Conto Citado no Vídeo
"Era uma vez, em tempos peculiares, uma floresta densa e muito antiga onde viviam muitos animais. Havia coelhos, cervos e raposas, como em todas as florestas, mas havia animais menos comuns, como urxinins pernaltas, linces de duas cabeças e jumirafas falantes. Esses animais peculiares eram o alvo favorito de caçadores, que adoravam atirar neles para empalhá-los, pendurá-los nas paredes e exibi-los para os amigos caçadores, mas sua predileção era por vendê-los para os donos de zoológicos, que os trancavam em jaulas e cobravam ingresso das pessoas que quisessem vê-los. Ora, você deve estar pensando que seria muito melhor viver trancado em uma jaula do que levar em tiro e ser pendurado em uma parede, mas acontece que as criaturas peculiares precisam de liberdade para serem felizes. Depois de um tempo, os espíritos dos animais peculiares enjaulados murchavam, e eles começavam a invejar os amigos nas paredes.
Nessa época, os gigantes ainda andavam pela terra como nos remotos tempos de Aldinn, mas eram pouco numerosos e cada vez mais raros. Por acaso, um desses gigantes vivia perto da floresta. Ele era muito simpático, falava com muita delicadeza e só comia plantas. Seu nome era Cuthbert. Um dia, Cuthbert foi a floresta colher frutas silvestres e, quando estava por lá, viu um caçador tentando capturar um jumirafa. Como era um gigante bom, Cuthbert pegou a jumirafa pelo pescoço comprido e, esticando-se todo na ponta dos pés (coisa que raramente fazia, pois a posição sempre estalava todos os ossos velhos), conseguiu alcançar muito alto e deixar a jumirafa no topo de uma montanha, bem longe de perigo. Aí, só para garantir, pisou no caçador, esmagando-o até o homem virar uma geleia que escorreu entre os dedos dos pés do gigante.
Os relatos da bondade de Cuthbert se espalharam pela floresta, e logo os animais peculiares começaram a procurá-lo todos os dias, pedindo para serem erguidos até o alto da montanha, onde ficariam longe do perigo. E Cuthbert sempre dizia: 'Vou proteger vocês, irmãozinhos. Tudo o que peço em troca é que conversem comigo e me façam companhia. Não sobraram muitos gigantes no mundo, e de vez em quando eu me sinto solitário.'
'Mas é claro que vamos lhe fazer companhia, Cuthbert', respondiam os animais.
Todos os dias , Cuthbert salvava mais animais peculiares da mira dos caçadores, erguendo-os pelo pescoço até o alto da montanha, e isso continuou até haver um monte de animais peculiares morando lá em cima. Os animais estavam felizes porque finalmente podiam viver em paz, e Cuthbert também estava feliz, porque, se ficasse na ponta dos pés e apoiasse o queixo no topo da montanha, podia conversar com seus novos amigos pelo tempo que quisesse. Até que, certa manhã, uma bruxa foi visitá-lo. Ele estava tomando banho em um laguinho à sombra da montanha quando ela apareceu e anunciou: 'Sinto muitíssimo, mas preciso transformar você em pedra.'
'Por que você faria uma coisa dessas?', perguntou o gigante. 'Eu sou muito bondoso. Sou um gigante que gosta muito de ajudar.'
'Fui contratada pela família do caçador que você esmagou', respondeu a bruxa.
'Ah', disse o gigante. 'Eu já tinha me esquecido dele'.
'Sinto muitíssimo', repetiu a bruxa, e em seguida agitou um galho de bétula na direção de Cuthbert, transformando em pedra o pobre coitado.
De repente, Cuthbert se sentiu pesado, tão pesado que começou a afundar no lago. Ele afundou, afundou e não parou de afundar, ficou com água até o pescoço. Seus amigos animais viram o que estava acontecendo e, apesar de ficarem muito tristes, chegaram a conclusão de que nada podiam fazer para ajudá-lo.
'Sei que vocês não podem me salvar', gritou Cuthbert para seus amigos, 'mas pelo menos venham aqui conversar comigo! Estou preso aqui embaixo e me sinto tão solitário!'
'Mas se descermos até aí, os caçadores vão atirar em nós!', responderam os animais.
Cuthbert sabia que eles tinham razão, mas mesmo assim implorou, gritando: 'Conversem comigo! Por favor, venham conversar comigo.'
Os animais tentaram cantar e gritar para o pobre Cuthbert do topo da montanha, mas estavam longe demais, e suas vozes eram baixas até mesmo para Cuthbert, com suas orelhas de gigante; soavam mais baixas que o farfalhar de folhas ao vento.
'Conversem comigo!', implorava ele. 'Venham aqui conversar comigo!'
Mas os animais não foram. E o gigante ainda estava gritando quando sua garganta virou pedra, igual ao restante do corpo.
Fim."

Vocês gostam deste livro? Gostaram da resenha ou acharam que faltou eu falar de algo?
Me contem nos comentários!

Muitos beijos
Beatriz Cristina

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