• 15 novembro 2012

    Conto de Terror: Fome de Carne

     O que contarei agora é uma história real, que aconteceu comigo, e que não gosto nada de lembrar.
     Éramos cinco amigos e estávamos indo passear na praia, pela primeira vez iriamos todos juntos.
     Chegamos na casa que alugamos por volta de duas da tarde, entramos na casa e sentimos o ar gelado, úmido e sombrio.
     Um suposto medo percorrer minha espinha, deixado-me completamente arrepiada. No entanto, pensei que era um bobagem e simplesmente ignorei.
     Fomos "conhecendo" a casa e meu medo continuou e a cada passo ele aumentava.
     Cheguei ao quarto onde passaria a noite, a porta estava fechada, arrepios circulavam todo o meu corpo. Abri a porta devagar com medo que poderia estar lá dentro. Assim que a abri uma imagem de horror invadiu minha visão e gritos agudos de medo saíram de minha boca. Corpos em estado de decomposição estavam esticados sobre os lençóis, marcas de sangue cobriam o chão e as paredes.
     Enquanto olhava aquilo paralisada ouvi gritos vindos do quarto de Johnny, não eram apenas gritos de medo: ele estava sendo atacado.
     Saí correndo, mas minhas pernas ainda estavam paralisadas, então elas não se moviam tão rapidamente.
     Quando cheguei ao quarto vi o corpo dele estraçalhado, quase não dava para identificá-lo.
     Para meu horror ouvi gritos vindos do quarto de Elisa. Quando cheguei lá a mesma imagem do quarto de Johnny: seu corpo estraçalhado no chão.
     Mais gritos surgiram, agora vindos do quarto de Ana e Luan. Dessa vez não fui até lá, desci correndo as escadas, eu tinha que sair dali.
     Eu sentia: ele estava vindo me pegar!
     Consegui entrar no meu carro ao mesmo tempo que uma criatura, que parecia vinda do inferno, atingiu o vidro.
     Sua forma canina parecia querer quebrar o vidro. Seus olhos vermelhos como o sangue e seus dente formando um sorriso diabólico, pareciam uma réplica do demônio.
     Acelerei o carro jogando-o para o alto antes que ele quebrasse o vidro.
     Dirigi a toda velocidade, até que em determinado ponto olhei para trás: ele não estava lá. Suspirei aliviada e voltei a olhar para frente: lá estava ele!
     Acelerei com toda força atropelando-o e o deixando caído no chão, aproveitei e, dando ré, passei por cima dele matando-o ou, pelo menos, deixando-o inconsciente.
     Continuei dirigindo, amedrontada, e só garanti uma coisa a mim mesma: Nunca mais voltarei àquele lugar.

                                                                                          (História Fictícia)

                                                                                                          (Beatriz Cristina)

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